"A geração do novo na história, dá-se freqüentemente de modo imperceptível para os contemporâneos, já que suas sementes começam a se impor quando ainda o velho é quantitativamente dominante. É exatamente por isso que a “qualidade” do novo pode passar despercebida." (Milton Santos).

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sistema educacional brasileiro pede mudanças

Recentemente foi lançado o documento "Pátria Educadora: A Qualificação do Ensino Básico como Obra de Construção Nacional" que causou polêmica no meio educacional por não ser baseado no Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado em 2014 pela presidente Dilma Rousseff, que estabelece metas e estratégias para a área nos próximos dez anos. O texto, porém, vai de encontro com o lema que sintetizaria o mandato da presidente - "Brasil, Pátria Educadora" — que priorizaria mudanças no sistema de ensino brasileiro.
Outra entre muitas discussões levantadas sobre o tema educação foi tratada no seminário da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE-PR), nesta semana. Na ocasião foi cogitado que o currículo escolar nacional australiano possa servir de inspiração para a construção da base comum curricular do ensino básico no Brasil.
O modelo australiano está sendo cogitado por ter sido construído com base em currículos educacionais tidos como os mundialmente melhores. Ele prevê desde o desenvolvimento de habilidades numéricas à criatividade.
Para Ronaldo Mota, reitor da Estácio, á fato que não há possibilidade de desenvolvimento em qualquer setor que não esteja amparado na educação e que todas as discussões ou mudanças que visem melhorar o sistema educacional são válidas. "Temos feito coisas boas como país, mas não temos feito o suficiente e não é só quanto a recurso financeiro, que também é parte do problema, mas questões de abordagens, políticas, metodologias, gestores. É fato que uma mudança está em curso", avalia.
Dentre as mudanças propostas pelo "Pátria Educadora" está o Exame Nacional do Ensino Médio (Errem) online e a utilização de mais tecnologias em sala de aula, como vídeos e softwares interativos. O documento que ainda está sendo discutido prevê a criação de centros de qualificação avançada professores e de um programa de concessão de bolsas de estudo a estudantes de pedagogia e de licenciatura.
O desenvolvimento e a introdução de novas tecnologias em sala de aula também foi alvo da discussão no II Fórum de Inovação & Educação! Realizado na Estácio no Rio de Janeiro, nesta semana Para os especialistas que presentes novas tecnologias podem ser a solução para o processo de ensino aprendizagem, por atingir muitas pessoas de forma personalizada.
Para Roberto Paes, professor e responsável pela construção de todos os conteúdos para os voluntários das Olimpíadas do Rio 2016, "a cada dia temos mais dados, mas que não conseguimos decifrar". Assim, educar tem se tomado cada vez mais complexo. Isso porque acumulo de dados não implica produção de conhecimento, já que o processo de ensino-aprendizado adaptou-se aos novos tempos, se tomando um desafio para os profissionais que pensam as metodologias do processo pedagógico.

 Leia esta matéria na íntegra :  http://www.clipnaweb.com.br/estacio/Imagens/2015%5C06%5C12%5C0000047539.pdf



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Matemática: A beleza em forma de números


Para uma grande número de pessoas, a Matemática é um bicho de sete cabeças. Meu filho uma vez se referiu a ela como "coisa do cão" e é comumente tida como uma disciplina abstrata, ligada essencialmente ao mundo das ideias e, por isso, fechada a análises sociais.
Para uns poucos, e aqui me incluo, a matemática é uma filosofia, pois a  Filosofia sempre foi uma espécie de "Noções Unidas" do saber e do agir (ciência, política, artes etc.), uma arena livre onde membros desses vários tipos de atividades podem se encontrar e discutir os problemas mais gerais que envolvem a todos. O necessário para incluir a Matemática neste debate é se despir dos preconceitos, quebrar paradigmas, abrir os olhos e enxergar a matemática de forma aberta independentemente dos dogmas ou ceticismo.


A História da Matemática é envolta em mistérios e muito se deve à impossibilidade de se precisar com certeza sua origem. 
Por outro lado, sabe-se que, entre os filósofos clássicos, o pensamento matemático já era bem estudado e difundido. 

Aristóteles, Sócrates, Platão, Tales, Euclides e Pitágoras são alguns desses grandes nomes que colaboraram para o desenvolvimento dos estudos matemáticos, principalmente no campo da lógica e da geometria.


Para Pitágoras, os números governavam o mundo e toda a natureza podia ser representada por números. Esse era o lema dos pitagóricos, uma vez que consideravam a aritmética como chave do conhecimento.

A beleza em forma de números


Os gregos antigos que se deliciaram com seu teatro de comédia ou sofriam com suas tragédias são os mesmos que discutiam conceitos relacionados às ciências, eles não se destacam apenas com suas belas construções, também são dignas de admiração as suas esculturas e principalmente sua ciência. O formato de muitas das construções gregas não constituem um mero acaso, sua arquitetura com linhas harmoniosas, agradáveis á vista e bonitas são o resultado da aplicação da proporção áurea*, muito bem conhecida por eles. A civilização da Grécia antiga parece ter encontrado, além do caminho para a sabedoria e para a razão, a fórmula para a busca da beleza. 

Foi Pitágoras quem descobriu que o pentagrama estava repleto de matemática. A razão dos seguimentos de reta que forma o pentagrama sempre tem como resultado o número áureo, e é por isso que este símbolo passou a expressar a divina proporção e também se tornou o símbolo da beleza e da perfeição, ambos associados à deusa da beleza. O fato é que traçando as diagonais dessa figura, obtemos o pentagrama ou a estrela de cinco pontas, suas intersecções determinam um novo pentagrama em seu centro. O processo pode ser repetido infinitas vezes e as proporções sempre continuam as mesmas. Trata-se de uma propriedade fascinante.

Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci

 O homem, em muitas ocasiões, tem buscado o ideal da perfeição nas linguagens artísticas. 
  • A altura do corpo humano e a medida do umbigo até o chão.
  • A altura do crânio e a medida da mandíbula até o alto da cabeça.
  • A medida da cintura até a cabeça e o tamanho do tórax.
  • A medida do ombro à ponta do dedo e a medida do cotovelo à ponta do dedo.
  • O tamanho dos dedos e a medida da dobra central até a ponta.
  • A medida da dobra central até a ponta dividido e da segunda dobra até a ponta.

É com os números que conseguimos definir e mapear as mais improváveis definições de beleza mesmo no corpo humano.
Essas proporções anatômicas ideais foram representadas pelo "Homem Vitruviano", obra de Leonardo Da Vinci.


A música e os números de Fibonacci 


  Outro matemático que estudou a proporção áurea e consequentemente o número phi cujo próprio nome originou-se dele, foi Leonardo de Pisa que nasceu em Pisa (1175-1250), que também era conhecido como Leonardo Fibonacci.
Pitágoras conseguiu encontrar um número ou uma razão r correspondente ao intervalo de um semitom que após multiplicar 12 vezes uma frequência inicial correspondente a uma determinada nota, atingisse a sua oitava que significa o dobro da frequência inicial, ou melhor, adotar uma escala com doze semitons igualmente distribuída pela oitava. A esta nova escala foi dado o nome de escala temperada. A criação da escala temperada foi um dos fatores responsáveis pelo grande progresso na estética musical não só pela versatilidade de execução da música, mas talvez por está conforme a proporção secreta usada pelos artistas da Grécia, possuindo assim uma relação entre as frequências musicais e o número de Fibonacci. 
Alguns instrumentos musicais como o famoso violino Stradivarios tem sua construção baseada no número de ouro ou na proporção áurea.  

É a Matemática e as ideias de proporção e simetria aplicadas à concepção da beleza humana e artística.


Proporção áurea, número de ouro, número áureo, secção áurea, proporção de ouro é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega \phi (PHI),   em homenagem ao escultor Phideas (Fídias), que a teria utilizado para conceber o Parthenon, e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618. (não confundir com o número Pi \pi),
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Propor%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1urea)


Recomeços


Depois de quase dois anos, volto a postar.
Não é só um recomeço de postagens, é um recomeço de vida.
Novos projetos, novos caminhos a seguir, novas esperanças.
Esperanças inclusive de finalmente conseguir manter este blog atualizado, com assuntos referente principalmente à educação, mas também sobre outros assuntos.

Vamos falar sobre Administração, pois é minha especialidade e uma área intimamente vinculada à educação, capacitação e liderança de pessoas.

, Vamos falar de Educação que é fator crucial em todos os níveis de relacionamento, e é minha nova opção de carreira.

- Vamos falar de Docência, professores, mestres, alunos.

Vamos falar de Matemática que  é um assunto cujo estudo, quando iniciado nas suas partes mais familiares, pode ser conduzido  de forma muito além da educativa. Pode ser usada na formação de pessoas.

E vamos falar de assuntos gerais, banalidades, generalidades, cultura, povos, costumes, diversão, entretenimento.

E principalmente, vamos falar de pessoas e espero que  para as pessoas.

Então vamos lá...

Sejam bem vindos ao meu mundo.

sábado, 10 de novembro de 2012

Dados da Educação Superior – Presencial e a Distância

O Inep divulgou os dados do Censo da Educação Superior 2011, anunciados no dia 16/10 pelo ministro Aloizio Mercadante. As planilhas apresentadas mostram que o Brasil tem 2.365 Instituições de Ensino Superior, das quais 284 públicas e 2.081 privadas. Nesse número, 190 são universidades, 131 centros universitários, 2.004 são faculdades e 40 institutos federais e Cefets.
Segundo o Censo, 5.746.762 alunos estão matriculados no ensino presencial e 992.927 na educação a distância. Os números demonstram que, no período 2010-2011, a matrícula em cursos de Graduação nas universidades cresceu 7,9% na rede pública e 4,8% na rede privada, o que configura uma média de crescimento de 5,6% nas matrículas para o ensino superior.
Baixar Dados -http://www.educacaoadistancia.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/sinopse_educacao_superior_2011.zip

expansão da educação a distância no mundo



A oferta de cursos online, mais recente da modalidade de educação a distância (EaD), vem se ampliando em inúmeras instituições pelo mundo. O lançamento em julho deste ano de consórcios entre instituições de ensino, como as tradicionais Universidade de Harvard e o Massachusets Institute of Technology (MIT), abre a possibilidade de alunos realizarem cursos nas melhores universidades do mundo, a um baixo custo e sem grandes deslocamentos. Os líderes desses consórcios usam em seus discursos palavras como “revolução”. Para Silvestre Novak, doutor em educação e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a expansão da EaD é um fenômeno irreversível e está provocando uma revolução nos sistema educacional brasileiro.
Esse fato reflete, em certa medida, os desafios da educação na sociedade contemporânea, “onde os paradigmas historicamente aceitos não mais dão conta para a definição de modelos pedagógicos”, afirma o pesquisador.
No entanto, a perspectiva da internacionalização das universidades não está atrelada unicamente à questão da EaD, mas também ao processo de democratização do acesso a essas tecnologias. Por vezes, as populações que mais necessitam de educação são, exatamente, aquelas com menos acesso às tecnologias. “Na área da educação é possível que os países que estão ‘exportando’ possibilidades de conhecimento e crescimento acadêmico, o ofereça por meio de programas e artefatos digitais que ainda não existam nos outros países, podendo assim dificultar e até inviabilizar o processo”, destaca Patrícia Vasconcelos Almeida, doutora em linguística aplicada e professora da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Diante deste desafio, busca-se atingir um novo cenário: o da mundialização, que pretende atingir outras esferas, como a política, social e educacional. “Isso significa um aprofundamento das relações internacionais, da ampliação de intercâmbios e da troca de experiências, que valorizam sobremaneira o multiculturalismo”, pontua Silvestre Novak.

Formas de ampliação
Há dois tipos de ampliação acontecendo em educação a distância, de acordo com Marcelo Buzato, professor do Instituto de Estudos de Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) na área de linguagem, tecnologia e ensino. Uma delas está ligada à expansão e à diversificação da oferta de cursos tradicionais em formato online para atingir públicos específicos, mas ainda dentro de um modelo próximo ao da educação presencial, sobretudo no que se refere à relação entre ensino, aprendizagem, conhecimento e tecnologias. Esse é o caso de cursos de graduação de baixa interatividade, feitos à base de vídeo-aulas, com apostilas impressas e exercícios de instrução programada. “Em geral, esse modelo vem atrelado a uma estratégia de redução de custos de infraestrutura e de reaproveitamento de materiais já prontos, de autoria de docentes mais capacitados, que são usados por professores menos capacitados e de salário menor, e servem mais como aplicadores de um design institucional feito de forma mais centralizada”, explica Marcelo Buzato. Neste caso, o modelo tende a reforçar os defeitos do curso e provoca uma desconfiança indiscriminada da opinião pública com respeito à EaD, destaca.
Um segundo tipo de ampliação, mais experimental e motivado por questões conceituais e filosóficas, é aquele feito com base no modelo de abertura, os chamados open software,open scienceopen mediaopen education, com potencial para transformações na relação entre ensino, aprendizagem, conhecimento e tecnologias. Em alguns casos, pode resultar na emergência de processos qualitativamente novos e promissores, mais afinados com a chamada cultura digital, dando sustentação a espaços de afinidade e comunidades virtuais. “Esse modo de fazer EaD demanda do aprendiz outro tipo de competência para gerir sua própria formação, e, dos educadores, outro tipo de design instrucional. Permite a quem aprende se apropriar do sistema”, explica Buzato. A partir daí, uma grande variedade de práticas colaborativas seria possível na construção de percursos de aprendizagem mais personalizados, que atendem a uma gama maior de estilos e que encantam a nova geração de aprendizes.

Aumento de ofertas
Ações mais recentes procuram adaptar o conteúdo presencial ao ambiente virtual. É o caso da Khan Academy, organização fundada em 2008, sem fins lucrativos, e que tem realizado várias das ações listadas pela Coursera e edX, como a criação de ferramentas e recursos online que permitem personalizar o ensino de acordo com o ritmo individual de cada aluno. Desde 2011, alguns vídeos começaram a ser traduzidos para o português pela Fundação Lemann.
Assim, iniciativas como essa funcionam como um laboratório para entender como se dá o processo de ensino e aprendizagem online, além de ser uma importante ferramenta para melhorar e enriquecer o ensino dentro das salas de aula.
No Brasil, programas de EaD desenvolvidos por grandes instituições de ensino, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) trabalham o conceito de aprendizagem em rede, o que difere substantivamente do simples uso das tecnologias de informação nos processos educativos. Nessa perspectiva, o ensino online passa a ser entendido, principalmente, como uma metodologia de ensino. Mais do que uma ferramenta, este tipo de ensino passa a funcionar também como um laboratório, com potencial para transformações na relação entre ensino-aprendizagem.
O sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), instituído em 2006 para o desenvolvimento da modalidade de EaD, busca expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no país. Segundo dados oficiais da instituição, de julho de 2007 a 2009 foram instalados 557 polos de apoio presencial, com 187.154 vagas criadas. Além de fomentar a EaD nas instituições públicas de ensino superior, a UAB apoia pesquisas em metodologias de ensino superior respaldadas em tecnologias de informação e comunicação.
A Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), por sua vez, também busca consolidar a utilização das tecnologias da comunicação e da informação no ensino superior. Os cursos atualmente oferecidos são semipresenciais, mesclando aulas presenciais com recursos tecnológicos característicos da educação a distância, como plataformas virtuais de aprendizagem e televisão. A Univesp é a quarta universidade estadual paulista, instituída pela Lei 14.836, de 20 de julho deste ano, devendo atingir a marca de 24 mil alunos em quatro anos.

Ampliação é sinônimo de revolução?
Buzato, da Unicamp, pondera que, como aconteceu com toda nova tecnologia na educação (a exemplo da lousa, do rádio, do cinema, da televisão), essa “nova” educação a distância, apoiada nas redes digitais, abre uma série de possibilidades que parecem atender aos mais diversos anseios. “Não acredito em revolução”, esclarece o pesquisador, “prefiro, pensar em um processo continuo pelo qual duas coisas, ou seja, sociedade e tecnologia, que são igualmente heterogêneas, cheias de controvérsias internas e de interesses em conflito, se transformam em uma coisa só, em associações de elementos que vão redefinindo-se uns aos outros e, com isso, gerando certos efeitos globais e locais.”.
Já para a linguista da Ufla “toda forma de oferecer e buscar conhecimento é revolucionária”. Ela acredita que inúmeras atitudes e escolhas educativas revolucionaram, e ainda revolucionam, o contexto de ensino-aprendizagem a cada dia.
No que diz respeito a universidades brasileiras que se dispõem a oferecer cursos online, muitos problemas ainda são enfrentados. “Ainda temos muito poucos profissionais realmente capacitados para atuar. Estamos todos, coordenadores, auxiliares, técnicos em tecnologia, professores-formadores, tutores e cursistas, aprendendo a formatar e fazer os cursos online funcionarem com a qualidade que se faz necessária. É neste ponto que penso que a revolução está. Em se aprender a ensinar e a como aprender neste contexto educacional”, elucida Patrícia.

Por: Maria Teresa Manfredo

Fonte: comciencia; 
http://www.educacaoadistancia.blog.br/a-expansao-da-educacao-a-distancia-no-mundo

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Desafio Profissional - EaD em Blog



 Considerações


Ao receber as instruções sobre o Desafio Profissional tive a grata satisfação de saber que trabalharia em um blog. 
O  objetivo do Desafio Profissional foi submeter  o trabalho ao corpo de tutores em EaD da Universidade Anhanguera – Uniderp como parte dos requisitos necessários para avaliação referente ao módulo das disciplinas de Educação a Distância no Brasil e no Mundo, Fundamentos, Políticas e Legislação em Educação a Distância, Referenciais de Qualidade na educação superior a distância, no curso Metodologia e Gestão para EaD.
O trabalho iniciou-se com a busca por blogs sobre EAD ativos, que fossem  atualizados frequentemente, com assuntos pertinentes aos temas estudados.
Durante algum tempo, estes blogs foram seguidos, com postagens de comentários e monitorados as respostas, sejam nas interações com os autores bem como com os demais colegas e outros usuários que também comentaram nas matérias postadas.
E finalmente, a criação de um blog, onde seriam postadas as experiências adquiridas através das leituras e debates nos blogs seguidos.

O primeiro blog acessado foi o do Professor João Mattar, e foi um dos mais completos blogs sobre EaD que encontrei e ressalto aqui as matérias que achei mais relevantes para nosso curso.
Uma das matérias mais interessantes e esclarecedoras que li no blog do Professor João Mattar foi “Educação não é Fast-Food”, publicado em 28 de julho de 2011, que ressalta os questionamentos da qualidade de ensino à distância e a controvertida campanha contra apoiada pela Andes.
Em sua opinião pessoal, (http://blog.joaomattar.com/2011/08/02/por-que-eu-apoio-a-campanha-educacao-nao-e-fast-food/) o autor aborda praticamente todos os tópicos das disciplinas solicitadas neste desafio profissional.
Neste post, eu procurei interagir com outras pessoas e foi muito gratificante receber respostas aos meus comentários.
O segundo blog com o qual interagi, foi o da Professora Ana Beatriz, e foi bastante produtivo, pois tem uma abordagem mais informativa, diferente do Professor João Mattar que é mais didático.
Ressalto o post sobre EaD e a formação de professores, postado em 14 de Julho de 2012. Disponível em http://anabeatrizgomes.blogspot.com.br/2012/07/ead-e-formacao-de-professores.html#links. 
Nele, tive a oportunidade de interagir com a autora do blog, que respondeu prontamente meus comentários e também com os colegas. Foi uma experiência muito gratificante poder aprender e compartilhar o conhecimento aprendido de forma tão direta e imediata.

Destas experiências, foi possível obter contribuições que foram essenciais para minha formação no curso Metodologia e Gestão para Ead, permitindo então que a partir delas, pudesse iniciar meu próprio blog sobre o assunto.

O blog foi intitulado “EaD em Destaque” , pois apesar de abrir espaço para discutir a educação como um todo, desde seus fundamentos até os mais recentes programas pedagógicos, a EaD será o principal tema nele contido.
Iniciei falando sobre a EaD em blog, em como esta ferramenta poderia ajudar na formação e no aprendizado do aluno e a  princípio, postei algumas matérias colhidas de outros blogs, enquanto pesquisava sobre meu objetivo neste desafio profissional.

 Por fim, já com a finalidade específica de apresentar este trabalho, publiquei um post dividido em três partes, falando em como a EaD definiu um novo comportamento acadêmico, ressaltando os papéis do professor, do aluno, das instituições e do governo neste processo, com texto que teve como base, todo o conteúdo adquirido até esta data no curso, mais especificamente nos referenciais de qualidade na educação superior, post este que será concluído com a publicação da conclusão deste trabalho.


Conclusão

 

O trabalho se constituiu desafiador, pois a consulta e interação com blogs já fazia parte de minha rotina virtual, mas voltado apenas para entretenimento ou mesmo para consultas acadêmicas como referências, sem o compromisso de me manter conectada a eles para a obtenção de resultados.

Apesar da maioria dos comentários nos post destacados apresentarem certa redundância, foi interessante observar como uma mesma opinião era colocada de forma diferente, ou seja, deu claramente para perceber um pensamento coletivo sob diversos ângulos e visões.
Talvez porque as pessoas que interagiam nestes blogs estivessem motivadas por um objetivo comum, nenhuma opinião contraditória foi observada.

A internet através dos blogs, tem se destacado como mídia que possibilita integrar, num mesmo espaço, o texto, as imagens, o som, o diálogo em tempo real, o audiovisual, possibilitando o registro de todas as possibilidades de interatividade próprias dos ambientes online, denotando o enriquecimento das metodologias de ensino e dos inter-relacionamentos à distância.

O primeiro desafio deste trabalho,  foi encontrar blogs relacionados à EaD, que se mantivessem ativos por tempo suficiente, pois a maioria dos blogs encontrados, foram criados e abandonados, sejam  após terem seus objetivos cumpridos ou mesmo por terem desistido por se sentirem frustrados pela falta destes resultados esperados.

O meu segundo desafio será exatamente cumprir o primeiro e manter o blog ativo, esperando que meu trabalho se torne referência a todos os outros, que como eu, buscam aperfeiçoamento em sua formação.




terça-feira, 11 de setembro de 2012

EaD - Definindo um novo comportamento acadêmico III

O papel das Instituições na EaD


De quem é o papel de aprimorar a EAD: das instituições que a ministram, do governo, ou é um caminho que se constrói unilateralmente?


O  crescimento da educação a distância no ensino superior revela a importância de pensar o uso dessa modalidade, adaptada a um mundo cada vez mais veloz e conectado, onde todos são responsáveis por uma parte do processo.
As pessoas têm que buscar uma formação, as empresas têm que possibilitar a seus colaboradores uma capacitação contínua, é a educação ao longo da vida. Ainda é um cenário onde o aluno adulto é maioria, mas que já começa a despontar o número de alunos mais jovens.


O papel das instituições de ensino nesse processo muda,  para se tornarem mediadoras e orientadoras do processo de aprendizagem, com a construção  de  projetos institucionais de EAD que possam gerar recursos didáticos, pedagógicos e processos, criar programas de assistência e alternativas ao material didático (DVD,CD, material impresso, bibliotecas virtuais, objetos pedagógicos, etc.)
 Ela ajuda a pessoa a se especializar no que tem necessidade e inclusive, na gestão de carreira, orientando como utilizar o conhecimento da melhor maneira.

 Esse percurso, essa conectividade que intituição/aluno instauram num processo de educação à distância tem um pano de fundo que é o planejamento. A educação a distância não existe sem uma concepção de educação, sem um guia de orientações. Cabe à instituição pensar num currículo que proporcione à formação do aluno um conhecimento que lhe possibilite intervir na sua realidade.

A educação qualificada é um dos pilares da transformação da sociedade e a EAD também tem que se preocupar com a formação do cidadão como sujeito crítico, por isso tem que ter seus pilares na investigação, na educação permanente e na formação ética do cidadão. Ter um órgão regulador, com marcos regulatórios, é fundamental para o crescimento da educação a distância com qualidade.
Na questão da regulação, o MEC tem implantado um processo de qualificação da modalidade, participando mais fortemente da educação a distância.

 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96, abre perspectivas e responsabilidades na área da EAD, quando em seu artigo 80 atribui ao poder público o papel de “incentivar o desenvolvimento de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades, e de educação continuada”.

Foi a própria LDB que desencadeou a procura de cursos de formação, quando atribuiu a cada município, e supletivamente ao Estado e à União, a incumbência de “realizar programas de formação para todos os professores em exercício, utilizando para isso, os recursos da educação a distância” (art. 87, § 3º, inciso III).

É preocupação do Ministério da Educação e da sociedade como um todo, que esse processo de incorporação de novos recursos e possibilidades, aliado à ampliação da oferta de novos cursos online, aconteça de forma tal que não apenas sejam preservados os melhores padrões de qualidade já atingidos pela educação tradicional, mas que também eles sejam aperfeiçoados.

Neste sentido, a incorporação de tecnologias e metodologias pelas instituições de ensino online, precisam conduzir à ofertas que atendam aos mesmos padrões de qualidade, independentemente da combinação de recursos, presenciais, virtuais ou à distância, em cada área de curso ou de cursos oferecidos.